Nós da rede Monero

Aula 13 · Criptomoeda Monero XMR

Transcrição do áudio

É coleguinha, é aqui que eu acho que há uma grande força na rede monero, uma força que você não vê em outras redes. Essa questão da descentralização, vamos colocar assim da distribuição máxima por entusiastas. Mas como assim? Já falei que o monero possui um mecanismo de validação, ou seja, fechar o nonce que não é tão complexo quanto o bitcoin. Então máquinas comuns podem trabalhar então minerando. Isso é importante. Vamos juntar aqui mais algumas características que você não encontra em outras criptomoedas. Por exemplo, vamos colocar, ela é só uma moeda e ponto final. Acabou. Ela é extremamente simples, apenas uma criptomoeda acabou uma moeda. E se você olhar até a rede bitcoin hoje, ela é muito complexa, tem camada 1, camada 2, aqui não. Isso aqui pode se dizer que seria a raiz do bitcoin ainda, está preservada. Bom, e isso é importante porque quanto maior a superfície de ataque, quanto mais tecnologia você coloca, pense em você inflando um balão de gás com a boca, na verdade é de festa. A cada vez que você é só para você encher mais balão, ou seja, quanto mais tecnologia você põe, mais recurso, mais funcionalidade, maior balão fica e a superfície fica maior, maior chance de um ataque. Bom, então o monero ele tem essa descentralização fantástica. Se você virar um monero maníaco, que é maneiro, você sabe que não sou maníaco por criptomoeda, não tem monero, tem bitcoin, entre outras. O que acontece? Quando você daqui no monero, você olha pro bitcoin e você faz assim, porra, como que aquilo é centralizado? Pouco é que aquilo é controlado por governos, né? Já monero não. Monero ele é uma moeda mais voltada ali, há um anonimato, há uma distribuição máxima possível. Pra você garantir o anonimato, você tem que garantir uma distribuição máxima possível. Foda, cara. Não, cara, o monero parece que foi criado por alienígenas. Alienígenas do passado. Não estão passadas assim, tá? Galera, eu gosto de alienígenas do passado, cara. Acabei entregando aqui. Milhares de nós, monero, espalhados por todo o planeta. Estão conectados uns aos outros, trocando notícias de fechamento de bloco, de uma forma muito, muito top. Olha só, eu vou ser sincero com você. Tana embal, sistemas distribuídos. Quem é programador sabe. Eu tenho até medo de clicar nos links aqui, cara, que eu cliquei no link e era pirataria. Pô, tá merda. Eu praticamente estraguei o meu vídeo, né, cara? Pô, cara. Pô, tá até difícil clicar aqui no link, hein? Aqui. Quem leu esse livro preto aqui sabe da dificuldade que é você desenvolver aplicações distribuídas. Não é qualquer um que tem essa capacidade, 99,99% dos programadores que vão se formar, nunca vão chegar nesse nível aqui, nunca, nunca. E isso aqui é top pra caramba, tá? Pois que você leia esse livro, aí você repensa o eu programador. É sério mesmo. Depois de ler esse livro, tem grande chance de você pensar num arquiteto como um arquiteto. Não um arquiteto como um vendedor de serviços. O arquiteto, o arquiteto mesmo. Clássico. Vamos lá. Cara, monero é o supra-fumo daquilo tudo. E uma das dificuldades que nós temos em sistemas distribuídos, com certeza, é a replicação da informação de forma que não gere redundância na rede. Isso é importante, tá? Esses nós formam uma rede ponta a ponto, permitindo que os usuários, então, consigam distribuir esses blocos, troquem essas informações de fechamento de bloco, de forma tão eficiente e resiliente que uma bomba nuclear pode cair ali, aqui ou lá e não dá problema. Lógico que eu não quero isso, né? Mas estamos aí, né? O Trump tá aí, doidão. Tá doidão pra apertar o gatilho, hein? Eu achava que viria da União Soviética, hein? Via aqui do lado do negócio. Ah, feio! Cara, mesmo que tem uma... Tudo bem, vamos lá. Tem uma guerra mundial, que tem uma pipoca mundial, que tem a bomba sendo jogada pra lá, a bomba jogada pra cá. A rede monero, em se comparado a Bitcoin, é aquela que menos vai sofrer impacto. Porque a distribuição aqui, a pessoa-pessoa, é um perdi-o-p real. E a rede do monero cria uma camada de anonimização, que é pra me manter seguro como alguém que está distribuindo isso. E mesmo assim, eu ainda posso pegar essa camada de anonimização e jogar em cima do quê? De uma VPN, que seria uma privacidade... uma anonimização em cima de uma privacidade. Eu poderia jogar uma anonimização em cima de uma anonimização com a rede Tor. Uma anonimização em cima de uma anonimização em cima da rede I2P. Você não tá aqui sendo obrigado a colocar a sua blockchain, a sua cópia da blockchain na Surface Web. Só que isso tem um problema. Vai hoje precisar de algo em torno de 160 giga de disco e não pode ser HD. Tem que ser no mínimo uma SSD. Vai demorar dois dias pra sincronizar. Dois dias. Cara, é pesado esse negócio. Mas... mas é importante para sua anonimização também. E eu vou explicar isso mais pra frente. Então, imagine que tem servidores, tem pessoas comuns, tem pessoas que têm dinheiro, que já alcançaram sucesso na vida. E que gostam da ideia do monero e que mantém servidores na rede mundial só para ajudar novas pessoas a ingressar nesse cenário, tá? Eu tinha até outro dia, só que eu tive um probleminha de internet. Consumo é alto. Consumo é brutal. 160 de disco e brutalmente a sua internet vai ser massacrada se você disponibilizar a tua blockchain para os outros. Só pra você ter uma noção, eu cheguei a ter um link dedicado de 1 gigabit por segundo operadora fibra, só pra manter isso aí. E a lâmpada no pau arreado. Eu nem sei por que aquela lâmpada desliga, né? Pisco no caso, né? Se no piscar ela liga e desliga, né? Isso, ela já poderia ficar ligada, porra. É no pau arreado. Ou você pode ter a blockchain só pra você. Uma cópia só pra você. Vou explicar. Bom, imagine que você quer o anonimato. Você quer o anonimato, certo? E aí é possível, naturalmente, começar a dificultar a tua vida. Imagine que aqui é você e você tem várias carteiras, várias wallets, né? E aqui você tem, então, uma blockchain mundial, digamos que o governo decidiu colocar uma blockchain mundial, certo? Tranquilo? Então pense, cada wallet sua tem que destravar todas as saídas apontando pra ela. Tudo bem? Então você vai várias vezes aqui. O governo não consegue saber qual a reche da sua carteira. Não. Mas ele consegue saber isso aqui, ó. O que o governo consegue saber? Isso aqui vem da mesma pessoa. Isso aqui, um, dois, três, quatro. E aí é possível, naturalmente, tentar descobrir quem é essa pessoa. Mesmo que tenha na Surface Web, a rede monero tem uma camada de anonimização própria, muito semelhante à rede 2P. Muito mesmo. É muito difícil você definir qual é o IP das pessoas. Mas, cara, por um comportamento, por um comportamento, isso aqui se torna perigoso. Então, qual é a ideia? Qual é a ideia? Então digamos que você tem quatro carteiras, tá? Estou aqui exemplificando. Beleza? Das quatro carteiras, então você tem aqui as quatro carteiras. Beleza? Você salva uma base de dados da blockchain e aí, naturalmente, você se conecta aos PIRS, ou pela rede 2P, ou você faz uma cópia baseada na rede ONU. Mesmo assim, tem ainda aquela anonimização. E aí, as suas carteiras sempre sincronizam com essa daqui. Mas você não disponibiliza essa sua cópia da blockchain para a internet. Você só puxa da internet e traz ela para você. E aí, teoricamente, o governo não sabe quantas você tem. Então, cara, isso aqui é muito bacana, tá? 160 GB aí, vai precisar. Aí, não precisa de ter um link muito fudido, porque você não vai mandar essa blockchain aí para as outras pessoas. Não existe nada de especial em ninguém na rede monero. Todo mundo é exatamente igual, os roços são iguais. Eu só tenho que explicar uma coisa, falando isso, menina aqui. Tem sim uma coisa especial. Tem a possibilidade de uma blockchain de um nó estar corrompida. E aí, ele é descartado. Então, só tem essa especificidade. Digamos assim, de todos os nós que não tem uma blockchain corrompida, não existe nada especial entre eles. Entendeu a jogada? A comunicação, ponto a ponto. Praticamente igual, trabalha, naturalmente, da mesma forma. Bom, e as nossas carteiras do monero, elas têm que ter acesso a uma cópia da blockchain. Porque ela tem que raspar e destravar todas as saídas para você saber seu saldo. Isso. E suas operações também de pegar suas saídas e colocar na rede monero para virar uma entrada em outra carteira de outra pessoa ou sua mesma. Então, ela precisa da blockchain. Então, você tem que se conectar. E aí, você pode se conectar conforme eu falei remotamente. Então, eu imagine que você tem quatro carteiras. Ambas as quatro carteiras se conectam remotamente a um nó. Então, elas vão realmente raspar quatro vezes. Ou você faz o seguinte, você traz para o nó local e então as quatro carteiras raspam do seu nó local. Que são as duas abordagens, nó local e o nó remoto. Beleza? No meu celular, por exemplo, eu posso usar o monerujo. Monerujo somente leitura. Eu vou ensinar isso para vocês, para você sair na rua com o seu celular tranquilo. E você pode raspar, por exemplo, de nó remoto. Não tem problema. Tudo bem? Quando você utiliza esse tipo de configuração, sua carteira só irá interagir. Então, na sua cópia pessoal da blockchain. Conforme eu falei, quando o nó é inicializado, primeiro ele vai baixar toda a blockchain ou o resto que falta. Então, vai verificar as reches e os nonces dos blocos para garantir que você não vai fazer dar um load de uma blockchain corrompida. Então, você terá... Repare, uma blockchain corrompida não tem vida longa e próspera. Elas são ignoradas desse processo. Então, se alguém tentar surrupiar a rede monero, não vai conseguir. Bom, é comum, naturalmente, ao invés de baixar a blockchain usando uma única conexão com um servidor central, cada nó recebe transmissões de vários pares de nós para evitar que alguém monitore o seu comportamento. Aqui, por exemplo, eu tenho uma rede monero, uma máquina minha, e eu iniciei o processo, é um serviço, monero D, monero D é um dimon. E aí, repare, ele carrega a versão na época, ele inicializa o Crypto Note, que é um protocolo do monero. Crypto Note é um protocolo. Aí, ele inicializa o Cora, aí ele joga lá dentro do bitmoneiro LDM, alguma coisa. É um arquivo gigante, cara. Carrega vários checkpoints. Logo em seguida, ele inicia um P2P de servidores, ou seja, você não vai baixar de um lugar, porque você vai entrar numa rede de P2P de servidores para baixar de vários lugares. Vai inicializar o RPC, vai abrir portas de RPC para comunicação local das suas carteiras, na porta 180811, que é a porta que as suas carteiras se conectam. Então, legal, logo em seguida, ele começa a baixar, ficou em amarela ali, beleza? Começa a baixar. E aí, ele sai baixando, baixando, baixando, baixando, baixando. Ful do amarelo, né? Ele vai baixando os pedacinhos, pedacinhos, e vai validando cada pedacinho, cada pedacinho, cada bloquinha. 160 GB em 2023, então deve estar mais agora. O que eu fiz? Eu peguei uma SSD de 250 e cacetada e deixei só para isso. Só para isso. Como eu faço mapeamento dessa SSD, nesse diretório meu? E aí, fica lá sempre na SSD. Posso formatar meu computador? Posso. Porque a bloquinha fica naquele SSD. No remoto, quer dizer que a carteira se conecta para fazer as páginas só com os nossos de fora. A maioria das carteiras de moneiro para dispositivos móveis utiliza isso, porque você não teria 160 GB no seu celular para isso e gastaria ali, cara, uma semana ou duas para fazer. Nunca tentei, tá? É um chute. Não existe nenhum risco de segurança a usar um nó remoto, segundo eles, porque eles usam uma anonimização. Existem pequenas concessões em privacidade que surgem a usar nossos remoto, já que o operador de nós saberá, então, os horários que você acessa e os IPs. Mas ele teria que controlar uma quantidade absurda de nós para criar um perfil de você. Sua carteira se conecta a outras pessoas e busca, pode deixar que a validação da hash e o non se garante que a bloquinha daquela pessoa é integra. A maioria, então, utiliza isso aqui. Legal? Eu acho que até... Peraí, não, eu que... Acabei explicando duas vezes o que é o negócio. Bom... Pô, acabei explicando duas vezes mesmo. Não tem problema. Próximo vídeo, vou falar sobre mineradores, como que eles fecham bloco, questão do non se, questão das rechas e o enorme esforço que é feito lá. Até mais, tchau!
Voltar ao curso