É coleguinha, parece que tem moeda fiduciária aí, hein? Mas não, aqui é moneiro, coleguinha! Vamos para o terceiro capítulo. Estamos cada vez mais por dentro do que é o moneiro. Estou aqui trazendo informações sobre anonimato e transações. Lembrando que isso é baseado em um livro. O livro é o Mestre Moneiro. Você pode adquirir esse livro na internet, não é meu, mas é o melhor livro que tem. Esse livro aqui. Cara, o melhor livro que tem vai atrás. Bom, quem eu sou, esse que é recolhido de terrado, tá? Eu sou, não importa, bom, mas não importa. Porque o que importa é que eu vou explicar como funciona a blockchain do moneiro. Bom, esse que é recolhido, tá certo, deixa eu ver. Esse que é recolhido errado, esse que é recolhido. Digamos que você tem moedinha fiduciária, aquelas moedinhas felizes, aquela lavrada no banco master, com toda confiança do banco master e de todos envolvidos com o banco master. Só que eu não quero isso. Eu quero que você pegue 5 reais dessa moeda fiduciária, lavrada em honestidade de banco master e STF, converta em moneiro pra mim, comprando moneiro com seus STF, e mande para essa chave. Ahahahahah, é coleguinha porque eu não quero dinheiro fiduciário, cara. Eu não confio em político. Eu perdi minha confiança total nos políticos. Se você ainda confia, parabéns. Você é um cara de um bom coração. Vamos lá. Vamos fazer uma explicação aqui bem alto nível. Conforme eu falei, na verdade o livro fala isso, que não é um curso de investimento, muito menos um curso de matemática. Então ele vai explicar como funciona agora a blockchain do moneiro, como funciona a validação das transações. Porque se tudo é criptografado, que raio, como? Eu vou saber que tem algo para mim. Hmmmm, vamos lá. Quando você cria uma carteira pela primeira vez, ela gera uma semente privada. E essa semente privada é usada, então, para gerar chaves públicas. Legal. E naturalmente, essa semente você manterá ela em segredo. Porque é com ela que nós vamos desbloquear todas as entradas para a sua carteira. Lembre-se, quando alguém faz um pagamento em criptomoeda, não faz para você ir para sua casa. Não, não, não, não. Isso é colocado na blockchain, que é um grande banco de dados impossível de ser alterado, que está no planeta, distribuído. Às vezes, às vezes até descentralizado. Vamos lá, descentralizado às vezes está distribuído. Essa é a sequência certa. E aí, meu amiguinho, o que acontece? O que acontece? Está lá. E aí você usa a sua semente para, tipo assim, reivindicar aquilo. Então, eu tenho a semente e eu vou reivindicar isso aqui. Isso aqui é meu. Eu acho que isso fica em segredo, é uma comunicação em segredo. E aí você tem, naturalmente, os seus fundos. Estou aqui sendo bem sim, simplista. Lembrando que não é um curso de matemática, muito menos um curso de investimento. Esse processo de inicialização é feito pelo seu dispositivo e pode ser executado completamente offline. O problema? Vai gerar uma chave pública enorme, se não falha a memória de um 64 caracteres. Corre o risco de você perder essa chave. Corre o risco de você não copiar essa chave. Então, é muito complicado você falar que vai ser 100% offline. Eu poderia pegar uma máquina virtual criptografada, com disco criptografado, sem nenhuma internet conectada. Eu poderia gerar essas sementes. Mas a chance de eu copiar ela errada é muito grande. Lembre-se que você pode fazer uma máquina virtual e aí você pode instalar as ferramentas de convidados. Por exemplo, virtualbox. Pelo menos um Ctrl C e Ctrl V você vai conseguir, de uma tela para outra. Só não copia a chave privada, porque podem ter mauers na sua máquina, que são especialistas em roubar chaves. Como assim? Todo Ctrl C e Ctrl V libera um evento no Windows. E acontece uma cadeia de eventos dentro do Windows. Um malware pode escutar essa cadeia de eventos e ele não precisa ser administrator para isso. Então, quando você dá um Ctrl C e gera-se uma cadeia de eventos, o malware observa a cadeia de eventos e aí ele pode copiar suas chaves. Então, você tem que tomar um cuidado blastado. É para isso que nós utilizamos, então, a Radiolog, para não ter isso aí. Legal. Nos bastidores, ah, lembrando que dá para fazer isso em papel, só que tem que saber um pouco de matemática. Nos bastidores, sua carteira calcula duas chaves, então, a partir dessa semente. Suas chaves privadas são cuidadosamente mantidas em segredo, uma vez que você usa para provar sua identidade e reivindicar algo a partir da semente. Suas chaves públicas podem ser utilizadas, então, você tem uma chave pública, a princípio, mas você pode criar mais chaves públicas. Exemplo, Maria e João me devem dinheiro. Digamos que eu sou um agiota, mas eu não sou o banco master, então, podem confiar em mim. Aí, eu gera uma chave pública para Maria e uma outra chave pública para o João. E aí, eles pagam. E eu sei quem pagou o que, porque cada um só tem uma chave pública que eu dei. Então, por exemplo, digamos que você tem um sistema, alguém se cadastra no seu sistema e vai ter cobrança no seu sistema. Você poderia ter mil chaves criadas e a cada pessoa que se cadastra, você dá uma chave pública para ela. Quer dizer que a aula ela pagar, automaticamente você já sabe quem foi que pagou. Bom, é, bacana, bacana. Isso que é muito bacana. E então, você tem chaves públicas. Bom, para receber moneiro, você fornece seu endereço ao remetente, a pública, que pode ter um ou mais. Então, a semente é usada para gerar chave privada e chave pública. Chave pública você pode ter muitas. Você também não pode deixar escapar sua semente e também sua chave privada, nunca. Porque se o Hacker roubar semente, ele gera chave privada. Se você pegar chave privada e vazar, bom, o cara te rouba, certo? A chave pública você pode mandar. Pode ter várias chaves públicas. Legal. Quando alguém envia moneiro para você, eles irão transmitir uma informação, tá? Que transfere alguns moneiros de uma entrada no registro que você poderá desbloquear em suas chaves, com suas chaves privadas. Então, ele tem entradas na carteira dele e ele consegue, então, a pessoa que está pagando, associar essas entradas na carteira dele para sua carteira. E então, agora você é que tem as entradas, os fundos daquela entrada. Então, o negócio é muito simples, muito mais simples que o sistema bancário, cara. Toda vez que você recebe moneiro, você ganta uma nova saída para apontando para você, ou seja, uma saída do outro apontando para você. Toda vez que você gasta moneiro, então, você usa uma de suas saídas que chegou e gera uma saída para alguém. Muito simples. Dessa forma, se eu gerei um pagamento para você, então, eu não preciso saber o saldo, quiser a blockchain, não precisa saber o saldo. Porque apenas eu distravei minha saída e apontei para você a minha saída. Ou seja, a minha saída é algo que eu recebi de alguém. Simples. Então, a princípio, minha carteira não tem nenhuma saída apontando para mim. Aí alguém vai me fazer um pagamento, gera uma saída para ele apontando para mim. E aí eu pera essa saída a ponto para você, quer dizer que eu te paguei. E assim nós vamos fazendo esse link entre nós. Tudo criptografado. Muito simples. Na verdade, todos os moneiros que você possui são simplesmente saídas desbloqueadas na blockchain, que um aponta para o outro. E aí, nós temos o único problema que desvendar essa teia de apontamentos. Lógico, você só pode desvendar sua parte. Quer dizer o seguinte, você me pagou com a minha chave privada. Eu consigo olhar a blockchain, scanhar toda a blockchain e ver que você me pagou. Esse é um grande problema, porque se está criptografado, literalmente, eu tenho que baixar os blocos e descriptografar com a minha chave para ver quem me pagou. E naturalmente, você mantém um registro de saída para mim. Então você também sabe. Beleza. Quando sua carteira está escaneando, ou seja, sincronizando com a blockchain, isso geralmente significa que ela está usando suas chaves privadas, conforme eu falei para verificar registro por registro, saída por saída. Para ver se tem alguma que aponta para você e se tem alguma sua apontando para alguém. Para poder montar o seu histórico. O saldo da sua carteira representa a soma de todas as saídas que sua chave privada consegue desbloquear apontando para você. Lógico. Um ponto interessante é comum nós anotarmos a semente, anotarmos também a data que aquela semente foi criada. Para não ter que fazer isso, ou seja, essa análise de toda a história do monero, que seria 2014 até agora, nós estamos em 2026. Cara, é pesado. É pesado. Então você pode, por exemplo, começar a escanear a partir de agora, porque você criou sua carteira agora. Qual a chance de no passado essa semente ter sido dada para alguém, ou seja, alguém ter gerado essa semente e recebido valores e está lá? Cara, é como você dar um tiro aqui e acertar o átomo que você quer no cinturão de Oryon. Eu quero acertar aquele átomo. Você pega o laser e acerta. É mais ou menos nesse nível. Então, se você quiser escanear bem, vai demorar um dia. Vou falar para vocês aí. Conceitualmente, a blockchain é simplesmente um registro de saídas. De quem saiu para quem? Cada uma consumindo a saída do rementente em forma de entradas para você. Então sai de alguém entre mim e aí eu logo... Esse papo ficou estranho, hein? E aí está muito promisco esse papo. E aí, naturalmente, eu gero saída para alguém. Tá bom, legal. Quem foi que gerou a saída original? Ou seja, o ovo, a galinha. Seguim, tio amiguinho. Toda criptomoeda tem que liberar a criptomoeda no mercado, certo? A blockchain do monero escolheu um algoritmo que tem uma emissão caudal de 2 em 2 minutos. Até onde eu lembro. Pouca coisa, pouca coisa. E essa emissão caudal, sabe o quê? Ela é a entrada master que entrou na blockchain monero. Então, ela é dada para quem minerou. Quem conseguiu fechar o bloco como prêmio. Então, a primeira entrada de um monero nessa blockchain é lá na mineração. E aí, então, a mineração vai gastar isso. Ela vai vender isso. Então, começa assim, então, o ciclo de vender. Ou seja, pegar uma saída e apontar para outra pessoa, apontar para outra carteira e assim. Então, o monero começa a circular na blockchain. Ah, legal. Um grande livro, se você olhar, é um grande livro de quem sai para quem, esse recorso. Um cara muito bacana, muito bacana. Fala o livro, chama de privacidade, porque ele é muito simplista e ele aponta, digamos assim, para a seguinte ideia. É privado. Se você quiser ser anônimo é outro assunto. E é lógico que nós estamos indo para anonimato, porque nós vamos ver que a rede do monero, ela tem uma anonimização, uma camada de anonimização por default. E nós podemos adicionar mais uma camada de anonimização. Por exemplo, eu poderia colocar rede 2P para anonimização. Eu poderia colocar rede Tor para anonimização, mais a camada de anonimização do próprio monero. Cara, isso é louco demais. Isso é imparável.