Tabelas de Partição - Parte 03

Aula 36 · GNU/Linux para Servidores

Transcrição do áudio

Chegou a hora de falar sobre tabelas de partição. Então, naturalmente, o fabricante, quando ele pega, ele é teu disco quando você compra, né? Então, se o fabricante pega o disco, então, não é teu ainda, é dele. Então, quando o fabricante está fabricando o disco, que no futuro você vai comprar, ele não pode fazer um disco pro mundo Linux, um disco pro mundo Windows, um disco... Não, ele vai fazer disco, certo? Aí que está. Cada sistema operacional, ele precisa de um formato específico. Então, você tem lá no mundo Windows o FET, ou no mundo Linux você tem o XT2 lá atrás, lá atrás. Então, cada... Imagine assim, o disco é dividido em gominhos e cada sistema operacional precisa de alguns campinhos nesses gomos. É natural que os fabricantes vão fazer pro genérico, pra todos, se é um profissional, e cada se tem um profissional vai querer o seu gominho, o seu formato, com seus campinhos. Então, nós temos dois tipos de formatação em cima disso. Uma formatação muito genérica do fabricante, 512 bytes, né? Que não tem nada. 512 em 512 em 512, setores, trilhas, blocos, bem definidinhos. Legal? E aí, você compra o disco e você usa Linux, e aí você vem e formata com uma formatação lógica do seu sistema operacional, essa formatação física, que foi feita pelo fabricante. Que aí você tem o que? O gomo, o seu gomo, normalmente, com os seus parâmetros e tudo bonitinho. Legal? Bom, e no passado, nós tínhamos também, que naturalmente, trabalhar com partições dentro desses discos, criar partições. Então, primeiro passo, você compra o disco. Então, você compra o disco, que o fabricante já formatou, certo? Vamos imaginar que era disco. E aí você vem e passa o seu formato, seus XT2, NTFS, não sei, legal? Beleza. Depois que você tem esse disco formatado, então, você pode utilizar ele. Mas, só que, seria muito ruim você trabalhar com um disco todo assim. Então, nós criamos uma coisa chamada partição. É muito ruim eu ter que desenhar isso aqui, tá? Mas, imagine, eu vou simplesmente simplificar toda a explicação. Que eu pudesse criar partições. Até aqui é uma partição, até ali é outra partição. Aí aqui eu vou montar na raiz, aqui eu vou montar em barra ROM, vou escrever aqui, tá? Ruser e aqui eu vou montar em, por exemplo, em swap, certo? Ah, esqueci que vai fazer o swap, cara. Acho que é assim. Não importa. Opa, mas não, tá certo. Aí eu faço isso. Imagina que eu tô fazendo isso no disco, certo? Aí, aqui tá, eu falei pra você sobre inodes, né? Vamos imaginar que essa partição começa aqui. Essa aqui é a primeira casquinha, entendeu? Então, aqui tem uma tabela inode, mas a tabela inode não pode estar jogada lá. Precisa de dar uma estrutura para essas partições. Aqui a tabela inode daqui, vamos imaginar. Tem uma estrutura para isso aqui, tá? Nós vamos ver toda essa estrutura. Aqui tem tabela inode aqui, legal. Cara, a partição tem sua estrutura logo no começo. Então, nós temos aqui. Tô sempre ficando pra caralho, bicho. Tô sempre ficando as 30 páginas de teoria aqui. Tá ok? E assim eu teria essa organização. Beleza? Agora nós vamos entrar para o mais específico que é a explicação disso. Agora é uma forma mais técnica. O que você viu, você viu, né? Como que é mais ou menos o esquema. Legal. Então, no princípio, criar um negócio dessas partições. Quatro partições do máximo, o disco. E aí, colocar o dentro do disco, um negócio chamado MBR. E, naturalmente, por questões de segurança. Com o passar do tempo, esse padrão MBR mudou para EFI. E nós temos um pouco de problema com relação ao mundo lino, que é, né? Com relação a isso aí. Beleza? Normal. Por quê? Vai vir um tal de U EFI nessa história aí. E esse esquema de que vai lá, no capítulo 12, 13, a gente vai falar sobre isso. Então, capítulo só para falar sobre isso. Nós vamos ter o quê? Nós vamos ter empresas à frente do projeto. E sempre que empresas estão à frente do projeto, o mundo lino, o que vocês não gostam. Porque na visão do mundo lino, que é a mesma visão do Stalman. A visão dele é o seguinte. Se não for aberto e qualquer pessoa poder manipular, tá errado. Entendeu? Essa é a visão do mundo lino, cara. A visão do mundo lino, que não é visibilidade. Nunca foi visibilidade. Naturalmente, para você preditar, você tem que ter visibilidade. É que 99,99% das pessoas que usam lino, que eles é leigo. Quem não é leigo, é quem sabe mexer nessa pôr e mudar essa bosta. Por isso que eu estou ensinando para vocês o código fonte. E vocês alterarem o próprio lino que é de vocês. E saírem do 99,99,99,99,99,99% para cair ali no seleção grupo do 0,001%. Cara, entenderam? Eu não estou aqui para ensinar a vocês. Esse é um simples proto-usuário. Entenderam? Então, nós temos isso aqui. Beleza? Parte para o MBR aqui. Que é o primeiro, né? Entendo o MBR, você vai entender o UI. Então, as partições, estrutura de 64 bytes que fornecem informações para o sistema. Naturalmente, fazer a divisão, como eu mostrei lá no seu HDD, no seu SSD. Beleza? Cria até um negócio novo aqui, né? Então, uma parte, uma divisão de blocos em sessões, logicamente, independentes. Igual o desenhei para você. Então, eu desenhei um HD, porque você viu o círculo. Mas o mesmo aplicado ao, por exemplo, ao SSD. Beleza? Bom, então essa aqui seria a estrutura dele. Isso aqui é o disco, como um tudo, certo? Ah, está aqui o disco. E aí você tem o Master Boot Code. Aqui. E que ele é muito pequenininho, 64 bytes. Não dá para você guardar muita coisa nele. Então, você guarda o quê? Você guarda a primeira, naturalmente, partição. Beleza? Você guarda isso aqui. E a primeira parte são, segunda parte são, terceira parte são e quarta parte são do máximo. E aí você tem o 0x55AA e ele fecha isso. Beleza? Aqui ele aponta para qual ponto do bloco. Aqui ele aponta para qual ponto, qual ponto, qual ponto. Então esses caras aqui são apenas para montar endereçamentos. Endereçamentos. E aí eu tenho o boot setor, data, boot setor, data, boot setor, data. Nas estendidas, entenda a diferença entre primário e estendido. Os caras, logicamente, viram e falam assim, porra, mas... Quatro partições, isso é uma restrição muito séria. Então eles criaram um tipo de partição chamada de estendida. Então eles separam o primário, é assim, boot setor, data, boot setor, data, boot setor, data. E o que é uma estendida? Uma estendida, beleza? Ele tem aqui uma tabela de partições e aí ele tem boot setor, data. Uma tabela de partição, boot setor, data. E aí ele poderia criar mais dentro da estendida. Por isso que quando você pega uma formatação de um disco, você vê uma primária, outra estendida. E dentro da estendida você vê o swap, você vê outras partições ali dentro. Porque eles criaram assim, beleza? Primário, primário, primário e estendido. Ah, eu só vou ter uma ou duas partições. Não tem problema de você criar duas primárias, por exemplo. Você não precisa necessariamente criar estendida para poder criar outras dentro de outras, porque você sabe que não vai precisar mais do que duas, três. Agora, se você fala assim, nossa, eu vou precisar de mais ou menos umas seis partições. Ah, aí nós temos um problema. Você vai ter que criar uma primária, uma estendida e criar cinco dentro da estendida. Então, legal. Tanto que quando você chega aqui, sudo, LSBLK. Quando você entra aqui, aquele não coloca. Aqui ele não colocou, tá ok? Você pode utilizar também o comando. Ah, esse aqui vai dar. Aqui, ó, tá vendo? Esse aqui é uma partição. Partição pequena. Ele é uma estendida. Esse cara é uma estendida. Essa partição é uma partição que está dentro dessa estendida. Então, você tem essa partição primária, você tem essa partição estendida e essa partição, o Linux coloca dentro dessa estendida. Ele fez isso aqui. Vamos desenhar para você ver. Geralmente, uma instalação do Debian assim, tá? Você tem um disco, aí ele cria a primária. Opa. Aí ele cria a estendida. Eu acho que assim que se escreve a estendida. E depois ele cria a partição. É? Partição que... Vou colocar os números aqui para vocês verem. Cadê o Linux? Vou ver o número que ele colocou. Vou usar as letras que ele colocou para você entender. A partição ali dentro. Então, aqui ele colocou... Caramba, agora ficou ruim para mim. Agora ficou ruim para mim. Eu não tive a visão que eu ia fazer isso aqui. Então, aqui ele colocou o xvda1. Aí, aqui ele criou xvda2. Aí, aqui dentro, ele colocou xvda3. É muito comum usar o 5, né? Entenderam? Ele faz um treco assim. É muito comum no mundo Linux fazer esse tipo de formatação para instalação, cara. Legal. Aí, você pode ver aqui, que olha só, pela imagem que você consegue também ver. Eu deveria ter usado essas imagens aqui, né? Porque seria o mesmo do seu Linux. Aí, cada Linux vai montar a estrutura que ele quer. Os devem geralmente assim. Então, vou ver esse cara para lá. Legal. É uma tabela, e lá você encontra a inicialização. Ele é físico. Ele fica no início. Se der merda, você naturalmente perdi o disco antigamente. Mas fisicamente, dava para você fazer isolamento do MBR e no disco, tá? Era as casas de restauração de disco que faziam isso. Legal. E aí, naturalmente, um prato fino, né? De alumínio, com pilhas. Antigamente, o disco não era de alumínio. Ele era realmente um metal ferroso que tinha uma capa, que era uma capa muito cara. Era banhado, como posso dizer assim, por um material altamente magnetizável, tá? Ficava uma magnetização e ficava muito tempo magnetizado. Só que depois, eles passaram a trabalhar com um alumínio, tá? Para poder... Depois, vinham as SSDs e aí todo mundo mudou, certo? Então, cada partição, cada entrada, você poderia ter 16 bytes. O que daria aos quatro, que seria uma restrição muito forte, tá? Legal. Então, com o passar do tempo, os caras viram que os discos foram ficando gigantes, os servidores precisavam de muito mais que quatro partições. Essas estendidas também, traziam certas dificuldades. Aí, os caras fizeram o seguinte, porra, legal. Montar um novo padrão chamado EFI. Beleza? Só que isso aqui vem em empresas envolvidas. Já falei. E é utilizado em computadores que possuem o EFI para firmware. E aí, o mundo Linux começa a ter um pouco de problema com esse cara. O problema não é o EFI. O problema do mundo Linux é esse cara. E aí, o mundo... É o mundo do dinheiro. Linux não põe muito dinheiro como a Microsoft põe em outras grandes empresas. Então, vai dar uma briguinha. Por isso que você vai ter do mundo Linux o GPT, para a gente trabalhar em cima desse novo padrão. E tem um monte de briguinha, briguinha, briguinha, briguinha. Eu não gosto das briguinhas, briguinha, briguinha, porque eu já tenho um problema cardíaco. Se eu for me envolver mais em briguinha, briguinha, briguinha, eu vou me pacotar, porra. Então, eu não vou ficar quieto. Beleza? Contei um bootloader. Ele tem uma partição, esquema de partição. Nós vamos trabalhar muito com esquema de partição de GPT. E nós vamos falar bastante aqui. Principalmente lá no capítulo de EFI, onde eu falo sobre a inicialização de um Linux. Tem um capítulo só para inicializar um Linux. Partis físicas, computador, padronização UEFI, também usado para BIOS em geral. Todos os sistemas operacionais modernos de computadores têm suporte a SCARA-I, de GPT, que é esse padrão. E aí nós temos problemas de empresas, mundo Linux, briguinha. Mais ou menos no mundo Linux, a briga que nós temos do Novo, da NVIDIA. Bom, esse padrão de GPT é interessante. Em vez da NVIDIA, uma tabela fixa. Os caras não fizeram muita coisa. Uma tabela fixa que aponta para outras partições. Se der merda que fudeu, isso tem um tamanho limitado. Olha o que os caras fizeram. Lista encadeada. Você tem um bloco de informação que aponta para onde começa a parte de dados e onde começa o outro bloco. É uma lista encadeada. Reparem, isso aqui é um array de opções. Olha merda. Eu dou aula de EDI na faculdade. O array é fixo, tamanho fixo. Então ele tem a limitação do número de entradas. Uma lista encadeada, não. Então isso aqui é esquema de uma lista encadeada. Essa lista encadeada inclusive é particionada em duas partes. A parte do... Cara, vou pôr essa porra na prova. Vou pôr essa porra na prova. E essa lista encadeada tem uma área de cabeçário e uma parte de dados. E na parte de cabeçário você tem onde começa a parte de dados e onde começa o outro nó da lista encadeada. Então eu posso encadear quanto eu quiser. Isso pode ficar enorme para grandes discos. Foda, hein? No próximo vídeo vou falar sobre tipos de sistemas de arquivos no mundo Linux. Até lá, até mais. Tchau.
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