Esta aula apresenta o algoritmo de roteamento hierárquico, mostrando por que é inviável que cada roteador conheça caminhos para todos os outros: faltaria memória e poder de processamento. A solução é organizar a rede em regiões (sistemas autônomos, ou AS), que podem conter sub-regiões e rodar algoritmos distintos internamente, como vetor de distância, enquanto a interligação entre elas usa roteamento hierárquico. O professor explica como isso reduz o tamanho das tabelas de roteamento e torna as buscas mais eficientes, exemplificando o caminho entre roteadores por saltos. Aborda também o endereçamento IP gerenciado pela IANA e o uso de faixas de IP para identificar regiões, possibilitando bloqueios por área em estratégias de defesa adotadas por órgãos como CISA, NSA e CIA.
Transcrição do áudio
Agora, você já pensou se todo roteador no mundo tivesse naturalmente um caminho para todos os outros roteadores no mundo? Não teríamos memória. Nem se fosse uma enfreme nós teríamos, muito menos o poder de processamento de tabelas de roteamento tão grandes. Então, é natural que nós vamos, na verdade, nós, quando eu digo a humanidade, vai desenvolver um mecanismo de roteamento hierárquico. Olha, eu vou lhe falar, não existe um esquema de roteamento perfeito para todo o caso. Como eu posso dizer, há casos em que o roteamento hierárquico encaixa muito bem, há casos em que o floating, ou seja, a inundação se encaixa muito bem, há casos em que o vetor de distância se encaixa muito bem e o estado de enlace em outros casos. Olha a jogada. Eu posso, nessa ideia, nessa visão, imagino que eu posso criar regiões e dentro dessas regiões eu posso criar mais regiões, mas vamos imaginar apenas um plano de regiões. Ok, olha só, aqui dentro pode rodar, por exemplo, um vetor de distância e nessa interligação um algoritmo de hierarquia, por exemplo. E isso é usado hoje nas redes mundiais. Se você pegar o material de roteadores da Cisco, você vai ver que ele fala muito bem sobre essas AES, essas regiões, essas interconexões, ou seja, internet, que seria essa ligação aqui com iminuscul e, naturalmente, existem vários tipos de algoritmos e cada um se encaixa melhor num cenário. Por exemplo, agora vamos imaginar que todos esses roteadores se conhecessem. Vamos imaginar que fosse vetor de distância. Como seria a tabela de A1, eu desculpe, um A, é que eu sou de Lex. Um A. Como seria a tabela de roteamento dele? É só, é mais, tá? É que o meu print screen só foi até ali, meu amiguinho. Mas tem mais aí. Ok, se você utilizar, nesse caso, o vetor de distância, a tabela seria assim, assim, bem menor. E isso, para quem já fez estrutura de dados, sabe que uma busca em uma hash table dessa, como eu posso dizer, se chama tabela de espalhamento, como eu posso dizer, é muito mais eficiente uma busca aqui. Bom, mas olha os detalhes. Vamos ver os detalhes. Olha só, do roteador um A para o 5D, como seria essa conexão? Então teria um pequeno vetor de distância aqui dentro, por exemplo, em que o um A saberia que o caminho seria para a saída para a rede 5, olha, 5 aqui, 5, seria então para cá, beleza? E seria um 4 saltos. Então ele leva para cá, para cá, para cá e para cá. Chegando aqui dentro, o roteador 5A, ele tem um caminho interno. Então cada região dessa pode ter um modelo, um algoritmo, um padrão de configuração dos equipamentos aqui dentro e que naturalmente divergem de outras regiões. Então uma grande vantagem é esse roteamento por região. Então seria, como eu posso dizer, imagine que você quer enviar uma mensagem para os Estados Unidos. Vou determinar a cidade, vamos imaginar que o Google está na Califórnia. Então naturalmente você faz o roteamento para a região e o S e lá dentro faz o roteamento para outra região chamada Califórnia. E aí naturalmente há provavelmente várias Aes internas que chegaria muito próximo do alvo da requisição e lá dentro teria um outro algoritmo. Essa é a beleza da arte. Eu não preciso conhecer toda a topologia de todo o planeta. Eu só preciso saber para que direção é uma determinada região. E como nós sabemos isso? Nós sabemos isso por um endereço uniforme chamado Endereço IP, que foi cuidadosamente de um orquestrado pela Iana, um morgon americano que fez essa gestão de ranges de PES. Então pelos ranges de PES, por exemplo, eu sei se um IP pertence a um range de P e eu sei que esse range de P ele, por exemplo, é da Rússia. E aí eu bloqueio, não porque eu tenho nada contra os rusos, mas é que digamos que lá um ataque contra outros países é permitido, não é crime. Você só não pode atacar um russo. Eu aprendi isso com eles. Então já convivei um tempo com eles antes de estourar essa porraiada de Ucrânia. Então depois eles me sacanearam. Então o que acontece? Lá dentro você da Rússia, você não pode atacar ninguém da Rússia, não tem problema o meu filho. Pode atacar. É igual a Coreia do Norte, se bem que é Coreia do Norte, pelo menos o número de equipamentos é bem restrito. Não é qualquer pessoa que pode ter um equipamento que se conecte a uma rede, tentar ligar ao governo. Mas no caso da Rússia, hoje de qualquer cidadão, assim como eu vou aqui no Brasil, consigo ter acesso ao computador. Então eu posso bloquear a região. Olha cara, eu quero fazer uma regra, eu quero bloquear esses ranges de PES aqui, que por exemplo são provenientes da Rússia, ou que são provenientes, por exemplo. Os hackers chineses usam muito Singapura, um bom link. Inclusive, quando o grupo Lázaro, eles estavam na China, eles usavam a porta de Singapura, das VPNs de Singapura, e eles falavam, foi pegam a comunicada, eles falavam muito bem, muito bem. Sobre o link tronco para Singapura, China Singapura, no caso China continental para Singapura, isso aí. Só para vocês ter uma noção, então eu consigo orquestrar um esquema de defesa por região também. E é isso que faz, por exemplo, a CISA. A CISA, UNIST e a CIA, e a NSA, elas trabalham em grandes tabelas de bloqueio de regiões também. Inclusive, muitos dessas tabelas estão disponíveis na internet. Tem um grupo de alunos, um grupo dos meus alunos, que está fazendo uma ferramenta para conseguir pegar essas tabelas todo dia e consolidar regras no Linux para não ser alvo. Infelizmente, as empresas que estão nessas regiões acabam pagando o pato. Mas, cara, dá para você ver que esse negócio de regiões facilita roteamento, regra, facilita tudo e isso vai ser implementado. Lógico que como o livro fala, é como se vai ser no futuro. Pode ler o livro, dá um entender que, pô, ele está falando do futuro. É, mas tem que ver que esse livro foi escrito em 94, 95 e hoje ele é usado. No próximo vídeo, vou falar sobre roteamento de broadcast. Até o próximo vídeo, até mais, tchau!