Transcrição do áudio
Agora, você já pensou se todo roteador no mundo tivesse naturalmente um caminho para todos os outros roteadores no mundo? Não teríamos memória, nem se fosse um mainframe nós teríamos, muito menos o poder de processamento de tabelas de roteamento tão grandes. Então, é natural que nós vamos, na verdade, nós, quando eu digo a humanidade, vai desenvolver um mecanismo de roteamento hierárquico. Olha, eu vou lhe falar, não existe um esquema de roteamento perfeito para todo caso. Como eu posso dizer? Há casos em que o roteamento hierárquico encaixa muito. Há casos em que o floating, ou seja, a inundação, se encaixa muito bem. Há casos em que o vetor de distância se encaixa muito bem e o estado de enlace em outros casos. Olha a jogada. Eu posso, nessa ideia, nessa visão, imagine que eu posso criar regiões. E dentro dessas regiões, eu posso criar mais regiões. Mas vamos imaginar apenas um plano de regiões. Ok, olha só, aqui dentro pode rodar, por exemplo, um vetor de distância e nessa interligação, um algoritmo de hierarquia, por exemplo, e isso é usado hoje nas redes mundiais. Se você pegar o material de roteadores da Cisco, você vai ver que ele fala muito bem sobre essas AS, essas regiões, essas interconexões. Ou seja, internet, que seria essa ligação aqui, com i minúsculo. E, naturalmente, existem vários tipos de algoritmos e cada um se encaixa melhor em um cenário. Por exemplo, agora vamos imaginar que todos esses roteadores se conhecessem. Vamos imaginar que fosse vetor de distância. Como seria a tabela de A1? Desculpe, 1A. É que eu sou dislexo. 1A. Como seria a tabela de roteamento dele? Olha só, é mais, tá? É que o meu print screen só foi até ali, meu amiguinho. Mas tem mais aí. Ok. Se você utilizar, nesse caso, o vetor de distância, a tabela seria assim. Assim, bem menor. E isso, para quem já fez estrutura de dados, sabe que uma busca em uma hash table dessa, sabe que uma busca em uma hash table dessa, sabe que uma busca em uma hash table dessa, como eu posso dizer... se chama tabela de espalhamento. Como eu posso dizer? É muito mais eficiente uma busca aqui. É muito mais eficiente uma busca aqui. Bom, mas, olha os detalhes. Vamos ver os detalhes. Olha só. Do roteador 1A para o 5D, como seria essa conexão? Então teria um pequeno vetor de distância aqui dentro, por exemplo, E que o 1A saberia que o caminho que seria para a saída para a rede 5, olha 5 aqui, 5, seria então para cá, beleza? E seriam 4 saltos. Então ele leva para cá, para cá, para cá e para cá. Chegando aqui dentro, o roteador 5A, ele tem um caminho interno. Então cada região dessa pode ter um modelo, ou um algoritmo, ou um padrão de configuração dos equipamentos aqui dentro. E que naturalmente divergem de outras regiões. Então uma grande vantagem é esse roteamento por região. Então seria como eu posso dizer. Imagine que você quer enviar uma mensagem para os Estados Unidos. Uma determinada cidade, vamos imaginar que o Google está na Califórnia. Então naturalmente você faz o roteamento para a região US. E lá dentro faz o roteamento para uma outra região chamada Califórnia. E aí naturalmente há, provavelmente, várias AS internas que chegariam muito próximo do alvo da requisição. E lá dentro teria um outro algoritmo. Essa é a beleza da... Essa é a arte. Eu não preciso conhecer toda a topologia de todo o planeta. Eu só preciso saber para que direção é uma determinada região. E como nós sabemos isso? Nós sabemos isso por um endereço uniforme chamado endereço IP. Que foi cuidadosamente orquestrado pela IANA, um órgão americano. Que fez essa gestão. Que fez essa gestão de ranges de IPs. Então pelos ranges de IPs, por exemplo, eu sei se um IP pertence a um range de IP. E eu sei que esse range de IP, ele, por exemplo, é da Rússia. E aí eu bloqueio. Não porque eu tenho nada contra os russos. Mas é que digamos que lá um ataque contra outros países é permitido. Não é crime. Um russo só não pode atacar um russo. Eu aprendi. Eu já convivi um tempo com eles. Tá ok? Já convivi um tempo com eles. Antes de estourar essa porraiada de Ucrânia. E depois eles me sacanearam. Então o que que acontece? Lá dentro, você, da Rússia, você não pode atacar ninguém da Rússia. Não tem problema nenhum, meu filho. Pode atacar. É igual a Coreia do Norte. Se bem que a Coreia do Norte, pelo menos o número de equipamentos é bem restrito. Não é qualquer pessoa que pode ter um equipamento que se conecte a uma rede. Tem que estar ligado ao governo. Mas no caso da Rússia, hoje, qualquer cidadão, assim como eu aqui no Brasil, consiga ter acesso ao computador. Então eu posso bloquear a região. Ó, cara, eu quero fazer uma regra. Eu quero bloquear esses ranges de IPs aqui. Que, por exemplo, são provenientes da Rússia. Ou que são provenientes, por exemplo, os hackers chineses usam muito Singapura. Um bom link. Inclusive, quando o grupo Lazarus, eles estavam na China, eles usavam a porta de Singapura. As VPNs de Singapura. E eles falavam, foi pego um comunicado deles falando muito bem, muito bem. Sobre o link, o tronco, para Singapura. China-Singapura. No caso de China continental, para Singapura, isso aí. Só para vocês terem uma noção, então eu consigo orquestrar um esquema de defesa. Então eu consigo orquestrar um esquema de defesa. Por região também. E é isso que faz, por exemplo, a CISA. A CISA e o NIST e a CIA e a NSA, elas trabalham em grandes tabelas de bloqueio de regiões também. Inclusive, muitas dessas tabelas estão disponíveis na internet. Tem um grupo de alunos meu, um grupo dos meus alunos, que está fazendo uma ferramenta para conseguir pegar essas tabelas todo dia e consolidar regras no Linux. No Linux. Para não ser alvo. Infelizmente, as empresas que estão nessas regiões acabam pagando o pato. Mas, cara, dá para você ver que esse negócio de regiões facilita roteamento, regras, facilita tudo. E isso vai ser implementado. Lógico que como o livro fala, é como se vai ser no futuro. Pode ler o livro, dá para entender que, pô, ele está falando do futuro. É, mas você tem que ver que esse livro foi escrito em 94, 95. E hoje ele é usado. Próximo vídeo, vou falar sobre roteamento de broadcast. Até o próximo vídeo, até mais, tchau.