Transcrição do áudio
Então vamos falar de TV a cabo agora. Olha só, na verdade TV a cabo não era coisa de rico. TV a cabo era coisa da galera que morava mais distante e que naturalmente não tinha tanto poder aquisitivo. Como assim? Quem era mais rico ficava mais próximo dos grandes centros e das antenas de transmissão. Então eu não precisaria de um amplificador, de ter uma antena comunitária. Agora, se eu morasse muito distante, eu precisaria que tivesse no alto de um monte ou de uma torre muito alta uma antena comunitária para poder bancar, como um grupo de pessoas que moravam ali em volta bancavam essa antena. Mais ou menos assim. E aí vão surgir empresas que vão prestar esse serviço. E que aí nós vamos ver uma grande evolução. E outra coisa interessante é que hoje em dia a vibe de ser rico é você morar no interior e ter todos esses luxos que você encontra aí nas grandes cidades. Eu acho que também o que vai favorecer muito isso é a questão da compra online. A compra online hoje em dia favorecia... Esse tipo de público que vai para fora do centro e ele sabe que ele pode entrar na internet e comprar algo e esse algo chegar até lá. Quando eu morava no interior, lá do Espírito Santo, essas coisas não existiam. Então realmente não tínhamos o acesso àquilo. Só para você ter uma noção, meu irmão comprava jornal de São Paulo para ver o que tinha de legal para poder comprar. E sempre tinha um telefone de lá. Fazíamos o inteiro urbano e tentávamos comprar. É complicado esse negócio. Você tinha que depositar no banco e acreditar. A televisão a cabo então foi concebida no final da década de 1940 como uma forma de proporcionar melhor recepção às pessoas que vivem em áreas rurais, montanhosas, distantes dos centros. No início consistia apenas em uma antena situada no alto. De alguma colina, um morro, alguma coisa assim. E naturalmente o cabo coaxial levando o sinal para as casas. E provavelmente precisaria também de um amplificador dependendo dessa distância. O cabo coaxial sempre foi a melhor opção para isso. E se você olhar quem morava longe eram realmente as pessoas que não tinham. E aqui nós estamos vendo como que funciona. A sua esquerda então no alto do monte mantendo a comunitária. Era muito caro. Ali você tinha um head end. E ali depois provavelmente poderia ter um amplificador nesse aparelho ou algum serviço nesse aparelho. Então ele distribuía via cabo coaxial. Sim esse equipamento poderia ter alguns serviços e vai ter. Eu vou mostrar no futuro que vai ter uma empresa que vai começar a colocar tipo conteúdos extras além da televisão aberta. E vai ter. Eu vou mostrar no futuro que vai ter uma empresa que vai começar a colocar tipo conteúdos extras além da televisão aberta. E aí vai vir essa ideia de TV a cabo com conteúdo extra. E isso vira um filão de negócio. Aqui agora eu tenho quatro fotos. O primeiro é um rapaz montando a fiação do cabo coaxial que vinha pela rede elétrica. Depois temos uma imagem que são cabos descendo o morro abaixo. Embaixo aqui nós temos uma casinha de um carro. E aqui nós temos uma casinha no alto que era onde ficava o end line geralmente. Os caras faziam essa casinha. Poderia ser colocada uma torre lá em cima. E ali um esquema técnico de como era. Beleza montadas as coisas. Legal. Então em 74 a Time Inc. lançou um novo canal denominado Home Box Office. Como um novo conteúdo. Filmes que ele tinha. Algo que não existia. E distribuído por cabo. Então imagina o seguinte. Que eles começaram a colocar serviços nessas casinhas. Nesses aparelhos que ficavam lá dentro. Que é o head and. Beleza? Ficavam lá dentro e começaram a colocar serviços de filme. E começaram a vender. Bom é natural que a TV aberta sempre foi e sempre será um lixo. E aí você tem um investimento das pessoas em conteúdos. E isso alavanca muito o mercado. E as empresas de TV a cabo começaram a estender cabos entre cidades. Conectar num único sistema. E aí começou a ramificar a TV como serviço com conteúdo extra. Com conteúdo privado. E aí as pessoas começaram a pagar. Beleza? Eu tive acesso a TV a cabo em 1997. Ou 1996. Não lembro. É... Então, mas isso porque eu morei num lugar que tinha. Eu fui pra universidade. E lá eu tive acesso a essas coisas. Mas eu desconhecia. Eu desconhecia. Lembra-se que o passado é uma infância no interior do estado do Espírito Santo no meio do nada. Mato pra lá, mato pra cá, morro lá em cima e lá embaixo o mar. Era tudo o que a gente via. Então quando você chega lá, você vê a TV a cabo. Você tem uma infinidade de filmes e conteúdos. Você fica doido. Você paga por esse serviço. Você ainda ganha uma revista com toda a programação hora a hora. Eu ficava impressionado. Como? Como eles tinham toda a previsão de um mês. Mais de 60 canais de hora a minuto. Como? Eu ficava assustado. Ok? Nessas revistas. Um sistema com fibra nas linhas principais. Cabo coaxial nas ligações com as residências. Porque precisou de, naturalmente, de transportar mais dados agora com a internet. Bom, então olha só. Cabo coaxial já estava colocado. Foi só adicionar o serviço de internet. Só. Poderia ter uma rede de telefonia também? Poderia e teve. E muitas empresas de cabeamento de televisão também migraram para o modelo de telefonia. E aí você sabe, né? Aqui no Brasil é aquela putaria. Uma compra a outra, uma compra a outra. Uma hora você tá na net, depois você é claro e caga tudo a merda. Complicado. Bom, e aí naturalmente, olha essa foto. Essa foto é de propaganda, tá? Um sistema de televisão, né? E você podia colocar esse cabo e apontar uma anteninha especial para essa cuica com esse cabo aqui. Cara, começou a ter vários serviços. Até a TV a cabo passou a ter os serviços de... Tipo um serviço privado com uma antena privada, cara. Muito legal os serviços que criaram, tá? E uma coisa interessante que o governo não chegou lá e falou assim... Porra, vamos ter esse serviço aí. Cara, foi uma evolução. Foi uma evolução. Tem dois momentos da história que eu acho interessante que o governo não colocou a mão e ficou legal. O primeiro é a questão... Na padronização do celular móvel. Do dispositivo móvel. Tá? Ficou da hora. Foi da hora. Gerou margem para briga de padrão. Legal. E também nessa questão das TVs, né? As TVs não foram reguladas e de repente nós tínhamos o quê? Grandes companhias de televisão cabeadas. Basicamente você tem um switch, você tem as fibras levando o sinal até certas posições. E cabo coaxial fazendo a entrega final do nó até as residências. E isso seria capaz de entregar vídeo, telefonia e internet normalmente. Cabo coaxial aguenta o tranco, tá? Bom, naturalmente também há a possibilidade de par trançado do nó final, da estação final até o circuito da casa. Então... É possível também. Como que se transmitia? Então funcionava assim. Em frequências mais baixas ficavam os upstream. Aí você tinha uma certa faixa de frequência para TV. Uma certa faixa de frequência para FM. Mais para TV e downstream. Então eu mandava da minha casa em frequência baixa para a operadora. Dados de internet. A internet vinha para mim ali, se você olhar, depois de 550. O downstream, ou seja, da operadora para mim. Criou-se, se você olhar, faixas de frequência dentro do cabo coaxial. E aí eu conseguia, naturalmente, transmitir TV, internet e FM via cabo coaxial. Bacana, né? Bom... A TDMA, então, ela é usada, ou seja, multiplexação por tempo. Para compartilhar largura de banda no upstream. Para diversos assinantes daquele serviço de televisão. Que também tinha o serviço de dados. E o tempo é dividido em mini slots. Conforme eu falei, TDMA, eu vou dividindo por tempo. E aí eu faço um rodízio entre os usuários. Quando o usuário tem o tempo do canal, ele tem todo o canal para transmissão e recebimento. Bom, diferentes assinantes podem enviar em diferentes mini slots. Para que isso funcione, o modem determina a sua distância até a caixa. E envia um pacote especial, verificando quanto tempo demora a resposta. E aí eles meio que sincronizam. Então o modem... Daquele aparelho que vinha com a TV, internet e tudo. Um modem ali dentro. E aí ele calcula o tempo até o header. Me coloca em uma fila. E aí eu entro na brincadeira. O pacote, então, de upstream deve caber em um ou mais mini slots consecutivos. E o equipamento, o headend, ele recebe isso. Ele anuncia periodicamente o início de cada rodada de mini slots. E aí os modems se acertam. Veja que é uma solução bem interessante. Isso aqui, nós estamos falando da década de 70 e 80. Que nós tínhamos quem rodando em paralelo aí. Nós tínhamos o projeto Aloha rodando lá no Havaí. Que é algo que eu vou lhes falar no capítulo 4. Estou terminando agora o capítulo 2 do livro de redes teórico. O Telebon não é um livro que você lê de uma vez. Então você pode ler ele aos poucos. Senão você não entende nada. Lembrando que caso você queira vir tomar um café aqui em casa. Eu não gosto mais de chá. É café. Aqui está o meu endereço. Ali no Carandiru. E meu telefone. É o 5555555. Caso você queira falar comigo. Eu estou no xmppnãoimporta.web. xmpp.jp Meu site é awaied.com.br Esse slide eu obtive ele com um template do Slide Carnival. Eu estou aqui noticiando que é um bom site para você obter slides, templates. Customizar eles. Lógico que eu customizei. Mas é muito bacana. Próximo vídeo. Então entrar no capítulo de camada de enlace. Porque eu terminei camada física aqui. Vamos falar de camada de enlace. Depois nós vamos para a subcamada MEC. E aí nós vamos voltar a falar. Inclusive nesse problema aqui. Que foi falado aqui. Beleza? Até lá. Até mais. Tchau.