O sistema de telefonia móvel Aula 018

Aula 19 · Redes Teórico

Transcrição do áudio

A voz digital não é só a questão da qualidade do áudio, na voz digital eu ainda posso trabalhar com outros elementos, como por exemplo, compactação ou até mesmo codificação da voz para ser transportada. Então a segunda geração vem nessa pegada, deixar a voz digital e isso vai abrir, naturalmente, fronteira para que no futuro nós vamos poder trabalhar com a voz e dados da mesma forma e naturalmente ficar melhor o modelo. Então o D.A.M.P.S. ela vem para colocar o analógico em digital, deixa de trabalhar com o FDM e passa a trabalhar com o T.D.M. a princípio. A princípio tem de trabalhar com o T.D.M. E enquanto isso, isso nos Estados Unidos, enquanto isso na Europa, eles estão colocando um outro padrão chamado GSM, que naturalmente o GSM vai depois ganhar mercado e vai conseguir aí naturalmente alcançar todo o grupo, beleza? Os americanos estão ali no seu T.D.M. no seu D.A.M.P.S. enquanto você vai ver os europeus falando em GSM. A parte de telefonia sempre foi um problema de defesa nacional, vamos colocar assim. Então os países eles brigam muito com relação a isso. Não é só a polêmica dos 5G americano com os chineses, não cara, isso aqui vai realmente além da polêmica, isso aqui é real. A comunicação, ela pode expor um país. Então os americanos em alguns países, inclusive europeus, eles vão naturalmente querer trabalhar seus próprios padrões e suas próprias tecnologias, mas nada vem esse mercado. Nós temos uma geração 2.5G, que não é bem documentada e nós vamos ver naturalmente a mudança do 2G americano para um modelo chamado CDMA. CDMA é um tipo de multiplexação que não é parecido com FDM, muito menos com T.D.M. Imagine assim, que cada celular tem um encode e eles conversam com a torre com encodes diferentes. E aí naturalmente a torre sabe baseado naquela informação que ele recebeu, aquele encode é daquele celular X e não do Y. O CDMA funciona exatamente assim, bem diferente do T.D.M. Bom, acontece que o CDMA não se tornou um sistema 2G predominante, ele se tornou base então para os sistemas 3G americano. Inclusive que no Brasil quando entra a terceira geração de celular nós temos duas grandes empresas, a TIN e a VIVO, isso, e trabalhando com tecnologias diferentes. E a VIVO estava com um CDMA e a TIN com um GSM. Então o CDMA funciona assim, então cada celular tem um encode. Imagina assim, um celular tem ASCII 2, o outro celular tem UTF, oito, o outro está em unicode 16, então cada celular tem um encode diferente, vamos colocar assim. E a torre sabe todos os encodes e aí naturalmente ela consegue conversar com cada um dos celulares. E naturalmente se eu recebo uma informação que também encode, que não é o meu, eu celular e naturalmente vou ignorar aquela mensagem, porque não é o encode. Mais ou menos assim, tem um exemplo bacana, que eu ouvi um cara passar, que é o seguinte, imagina você no sagão de um hotel, desculpe, de um aeroporto, você só sabe português e chega a outros que só sabem português. E do seu lado tem um pessoal falando em francês, um grupo. E você conversa em português com seu grupo, o grupo de francês conversa entre eles em francês e vocês ignoram aquele som que vem do francês e o francês ignora aquele som que vem de vocês que é em português. Ele ignora. E isso é o CDMA. Se você olhar, todos estão conversando no mesmo canal. Que bacana do CDMA. Eu acho que o CDMA tinha mais chance. Não sei porque não foi. Basicamente, FDM, você tem a frequência, eu consegui essa imagem, que bacana. Você tem a frequência e você tem naturalmente a frequência dividida em pequenos espectros. FDM, eu pego a frequência e divido em espectros menores, ou seja, faixas de frequência menores e aí eu dou para cada cliente. Isso é FDM, já falamos sobre isso. O TDMA tem toda a frequência. Então, digamos que eu te dou toda a frequência, você conversa por um determinado tempo, usando todo o poder do canal. Mas você só tem um tempo pequeno e aí eu passo para outra pessoa, para outra pessoa. Repare que está variando o que? O tempo. Está variando o tempo. Olha só que interessante. No FDM, o tempo não varia. Você no FDM tem toda a faixa que eu te dei durante todo o tempo. Não é pequeno, mas você tem durante todo o tempo, enquanto o TDMA não. O TDMA é um tipo de encode. E eu consigo manter vários durante todo o tempo. E eu uso toda a frequência no esquema de um poder, que está como um poder, nesse vetor. Como a outra força. E isso é a diferença de FDM, TDM e CDM. Ah, beleza. Essa imagem é bacana, reduz o texto muito e explica muita coisa. Bom, segunda geração, com o GSM. O GSM foi um pouco diferente. Ele não deslizou o CDMA. O que ele fez? Ele pegou, dividiu em faixas de frequência e depois pegou as faixas de frequência e dividiu em TDM. Então ele fez FDM, pegou várias faixas e cada faixa dessa, ele dividiu em TDM, uma segunda divisão. E é assim que funciona o GSM. Frequências diferentes, canais diferentes e aí depois você perca cada um desses canais de frequência diferente, se divide em tempo. TDM. 3G. Bom, 3G, ele veio ali, mais ou menos aqui no Brasil, por volta de 2000 e alguma coisa. O 3G, ele traz um potencial maior, de tal forma que eu consigo transportar vozes e dados. 2005 ou 2006, eu estava desenvolvendo um sistema para uma empresa e nós demorávamos horas para transmitir um telefone comum via RJ11. E aí colocamos um celular na jogada cara e reduzimos para minutos, o negócio foi muito bom cara, muito bom. Nessa época também, em 2005, 2004, você tinha um serviço novo que estava entrando, que você colocava tipo um, parecia um pendrive. E era um discador 3G. É lógico que se esperava que todo esse cabeamento de internet fosse removido dos postes e fosse utilizado somente aquele dispositivo com as operadores. Mas a latência era um problema, a latência sempre foi um problema. A latência só é resolvido nos 5G. Cara, do 1G ao 4G, a latência destruiu o modelo, tá? Bom, sério mesmo, tá? Os serviços básicos, então transmissão de voz, de alta qualidade, serviços de mensagens, canais específicos para isso, poder reproduzir multimídia e acesso a internet. Então, naquele momento você já poderia assistir um vídeo pelo celular. Eu trabalhei muito com força de vendas nessa época e eu desenvolvi muita comunicação. Na época, eu desenvolvi um produto chamado RemoteSync, para palmeo S. Tem RemoteSync, acabou que hoje é um nome muito comum. Mas eu desenvolvi nessa época em C, junto com a empresa. Cheguei a lançar alguns artigos e tudo mais. Tem revistas sobre o assunto, revistas... Agora, faz tanto tempo, cara. E é de código C que tem, tinha uma revista também, que era sobre mobilidade em 2005, que é famosa. Não sei artigos lá também. Escrevi livros do assunto na época. E em 1998, eu era um cara muito acionado, de 1998 para 2000, porque era um dos poucos caras que dominava uma técnica chamada... Puts, que pariu, como é que era o nome mesmo? É... caramba. Quando li para o Pomeo S, lembrei. Pascal, cara. Essa parte de comunicação aí, cara, em 2005, 2004, que... Ela permitiu que as aplicações realmente fossem para o campo. Como assim? Nós tínhamos um seguinte processo. Nós pegávamos os dispositivos de móveis, colocávamos os dados, mandava para campo. Então as pessoas usavam os vendedores e tudo mais. Eles traziam e depois nós descarregávamos com o conduite. Lembrei agora, descarregávamos com o conduite dos dispositivos. E aí, dali, nós jogávamos para o banco de dados. Era um processo de exportação, preparação e upload. Upload, de que eu digo que seria os insets do banco, os updates dos bancos lá. Beleza? E aí nós fazíamos diretamente, fazíamos diretamente. Várias formas. Então, cara, aquilo ali foi bom demais, cara. A quarta geração, 4G, aí você já consegue agora assistir um jogo. Você já consegue, naturalmente, até, vamos falar em jogo, jogar também, online aí. Cara, é um sistema muito bacana, um modelo de comunicação. Bacana que ele converge tudo com IP. 4G, ele vai de cabeça para o mundo IP. Então, isso facilita muito a questão de infraestrutura, inclusive voz sobre IP. Um sistema de rede é alcançando, naturalmente, ali, 100 megabits em movimento. Então, em movimento, você andando, tem que andar bem rápido, de bicicleta, melhor ainda. De bicicleta, todo carro, conseguiria operar ali em 100 megabits por segundo, parado, estático, você conseguiria chegar até 1 gigabit, lembrando que isso são apenas dados de propaganda. Trouxe aqui alguns exemplos aqui, olha só. Por exemplo, o celular 3G em um carro em movimento, para você transportar 1 gigabyte, 1 gigabyte, não é bintinho, não. Você demorava 34 horas. Um 3G parado, você afiliado somente em uma torre, você não não mudando de celular, você trabalharia ali em torno de 6 horas. Vamos olhar agora o LTE que é considerado 4G, 2 minutos. Então, esse, lógico, parado, bonitinho. Só dá para você ter uma noção. O Imax é uma puta tecnologia, que vai morrer porque o 5G vai chegar aí. Quinta geração, menina dos olhos dos políticos briguentos. Conforme eu falei, a telecomunicação é um recurso importante para a segurança de um país, por isso que os governos lutam tanto para controlar a questão de comunicação. É meio pesado esse negócio, quase veio um lado anarquista, o cipherpunk, para começar a falar de coisas. Pode apometer alcançar 10 gigabits por segundo e proporciona uma experiência muito fluída. Como assim fluída? Latência. Latência é o problema. Um G é o 4G. Então, eu sempre falei para meus alunos, a experiência do usuário, com as tecnologias antes de 5G, eram experiências quadráticas. Não sei se vocês já ouviram o motor quadrado. Procure aí no YouTube. De motor quadrado, subiu super quadrado. Então, ele meio que dá uma escravidinha, uma seguradinha no som, não é contínuo. O 5G traz esse negócio de ser contínuo e fluindo perfeitamente, como se não tivesse recebe muitos dados para. Recebe muitos dados para, como era o 4G. 4G era assim. Você recebeu caralhada de dados e parava. Então, eu ficava assim, entendeu? 5G vai mantendo de forma fluída, você recebe, forma contínua e fluída, porque eles trabalharam na questão da latência. Só que aí tem problema, né? A cada esquina tem que ter uma fluída essa coisa. Então, eu estou exagerando, mas é mais ou menos por esse caminho aí. Cara, eles chegam a algo em torno de um milissegundo, tornando essa interação muito realista. O que eu queria trazer para vocês aqui também? Cubertura. Eu falei sobre isso. Então, para você colocar satélites e atender com satélites, você tem que povoar uma faixa do planeta e isso é complicado, não é isso? Pois é bem. E que torre não. Pois é só uma torre aqui, outra torre ali, puxa uma antena aqui e uma ali. Então, essa aqui é um mapa de cobertura de 5G de uma empresa que não nos importa. Esqueci qual era o seravio. Eu não sei, cara. Peguei um desses aí. Você pode pegar sempre em tempo real atualizado esse mapa. Essa cobertura não tem nada verde, é muito bom e amarela bom para apenas alguns dispositivos, tá? Então, está ali. Repare que eles podem ir colocando mais antena e aumentando essa cobertura até cobrir tudo. Se você clicar no 2G, 3G ou 4G, você vai ver que essa coisa vai estar quase toda verde. Então, as torres de celular você pode adicionando à medida que clientes vêm pagando e mais pessoas entram nesse modelo. Separei para vocês um documentário com essa URL, tá? Essa URL, ody.sh, é do Odyssey. Odyssey é um concorrente do YouTube. Peguei o vídeo do YouTube e joguei lá no Odyssey, porque no YouTube eu posso receber um strike no vídeo, o Odyssey, não, tá? Sempre gosto de trabalhar com o Odyssey. Tenho canal lá, vídeos e tudo mais, beleza? No próximo vídeo eu vou falar sobre TV Acabe, como que esse negócio aconteceu. E se não falhou a memória, travou de novo, é o último tópico deste capítulo. Muito obrigado, até mais, tchau.
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