O sistema de telefonia móvel Aula 017

Aula 18 · Redes Teórico

Transcrição do áudio

Volta a década de 50, 60, 70 e 80, a telefonia móvel era algo muito importante e que estava difícil de ser alcançado. Mas você tem que entender também que a visão de sociedade, a visão de uso da tecnologia era diferente. Exemplo, só para você ter uma noção, eram projetados de carros largos, alguns deles até mesmo preparados para reuniões. Acreditava-se ali em 60, 70 e até em 80 que a população mundial seria tão dependente do carro que viveria parte de sua vida dentro do carro e que seria algo normal, não com o gestionamento, algo normal. Então a ideia de mobilidade é do veículo e não do ser humano. Isso é uma visão antiga e aí você entende o porquê que a Motorola vai entrar na brincadeira. Por que que a Motorola vai impulsionar esse negócio, embora o livro do mundo não coloque e é lógico que eu vou colocar para vocês. Lembrando que vou deixar um puta documentário no final para vocês. Legal. Olha só. Então a ideia era a mobilidade dentro dos carros e as pessoas movem nos carros, não as pessoas movem na rua, andando na rua com o celular como é hoje, pegando um Uber ali muito fácil, sem vínculo com veículo e tudo mais. Por isso você entende ali o trauma econômico que nós estamos sofrendo, os países estão sofrendo, se você olhar. Nós estamos saindo ali de décadas com o pincamento e que naturalmente foi projetado uma sociedade de um jeito e nas últimas duas, três décadas essa sociedade mudou de uma forma que não contempla mais aquele projeto anterior de década de 60, 70, 80 e até 90. Então nós estamos passando por isso aqui agora colhendo aqui o que? O rescaldo dessa mudança. E naturalmente a telefonia móvel, o livro do Tânibus coloca um G, dois G e três G, mas eu vou além e vou falar de quatro G e cinco G. E segundo o livro do Tânibus, ela passa por três gerações destintas, a um, dois e a três, é o que está documentado, eu vou explicar isso baseado no Tânibus. E vou trazer também as melhorias que nós tivemos ali de quatro G e cinco G que é of Tânibus. Naturalmente que nós não acordamos da tecnologia que estava lá. Só para você ter uma noção, existe, não sei, na idade que vocês têm, não tem como saber, né? Na sala de aula eu consigo saber aqui na internet não, a visão de que existe um telefone ligado no RJ11 e tem uma parte desse aparelho que é móvel. Então você pega ele, isso se chama telefone sem fio, telefone sem fio. Ele é um telefone fixo, uma estação base e um aparelho receptor. Isso é muito comum na década de 80 e 90, tá? Aqui no aparelho. E isso é um telefone fixo, né? Naturalmente com uma estação e naturalmente um, ali um, uma parte móvel que você consegue carregar, que você consegue sair ali, você não consegue ligar se você sai do alcance de 100 metros. Na verdade era bem menos, tá? Pelo que eu me lembro, eu ficava na sala, você passava cozinha, tinha uma varanda de 5 metros, já entrava no quintal, já dava problema, tá? Só para você ter uma noção ali de distância, tá? E você tem um aparelho móvel como nós conhecemos hoje, o celular. O livro do TANGO também ele é escrito em uma época em que seria impossível naquela época prever que os telefones fixos iriam acabar. Eu sei que existe telefone fixo ainda, nós estamos em 2023, mas se você olhar, quem tem um telefone fixo, fixo mesmo? Ok? Em suas casas você vai entender o porquê que eu falo que vai acabar. Então ele também tinha uma decisão de que o telefone, aquele primeiro esquema com a estação base em uma parte móvel que a parte que você fala, né? Somente. E dentro do alcance ali de uns 50 metros, tá? E é ótimo. Ok? Vamos lá. Aqui nós vamos falar de telefone móvel mesmo, tá? Aqui nós vamos falar de celular. O celular. Bom, ele foi inventado pela Bell Labs, mentira, mentira. E instalado inicialmente nos Estados Unidos em 1982. Vou explicar a briga histórica que tá por trás disso. Vocês lembram que ATT, ela na verdade grambel, ele ganha lá o prêmio, que seria naturalmente, ter todo o mercado pra ele. É isso. Basicamente isso é o grande prêmio do grambel. Então existe uma costumada de monopólio que nenhuma empresa pode trabalhar naquele setor. E nós temos uma empresa ali antes de 1980 que é chamada de Motorola. A Motorola que também tinha um modelo de rádio pra carro. Vamos colocar assim. Lembra que eu falei que a ideia era as pessoas estarem no carro e elas se comunicarem no carro como se fosse uma viatura de polícia. Vamos colocar assim. Então quem era a potência nesse assunto no mundo inteiro e tinha lá o como pode dizer assim, o monopólio americano de rádio pra carro era a Motorola. Só que a Motorola viu um outro cenário. A Motorola viu um cenário que seria possível você sair de um automóvel com uma caixa extremamente fácil de carregar essa caixa e entrar em outro automóvel. E ela viu a possibilidade dessa caixa ser portada por um ser humano. Então a Motorola ela não tem assim um vínculo com a FCC americana nessa questão de mobilidade de comunicação ser humano. Ela de carro pode, de ser humano não. E aí vai começar uma briga com a TIT e a Motorola vai conseguir fazer o primeiro equipamento funcionar. Então a TIT perde essa corrida. O primeiro equipamento que vai ser realmente móvel transportado por um ser humano vem da empresa Motorola. Mas temos que lembrar que o monopólio ainda não tinha 1982 e não importa se você fizesse algo você não poderia vender. Essa é verdade. E naturalmente a TIT fica com os frutos disso tudo e a TIT lança o produto dela. Que é muito inferior ao da Motorola. Vamos olhar no documentário que vou colocar pra vocês aqui no vídeo. Ele também foi usado na Inglaterra, no Japão. Acontece que você tem que entender que isso aqui passou a ser enxergado na década de 80 como algo que impactaria na defesa do país. Ainda muito bitolados naquela segunda guerra. Se você olhar, a segunda guerra não está longe de 1980. Então eles têm ainda aquela visão. Então cada país vai querer pegar essa tecnologia, vai querer absorver a tecnologia, vai querer também melhorar a tecnologia. E nós vamos ver também que a Europa criando padrões interessantes. Você tem que ver que o AMPS de 1982 foi enxergado, por exemplo, em 2008. Algo recente. Nós estamos em 2023. E que naturalmente foi aperfeiçoado no modelo de 2G. Então o AMPS vai ser o 1G. O 1G vai ser essa tecnologia. AMPS. O AMPS usa células de 10 a 20 quilômetros. Vou explicar o grande problema que nós temos com torres de extracção. E esses sistemas de células são menores. E cada célula utiliza um conjunto de frequência que eu já vou falar para vocês. Então a ideia por isso que se chama celular. O aparelho ele anda por essas células que tem essas torres no meio. Então eu imagino que você está numa viagem. Você enxergar isso em um movimento retiliano uniforme. Eu não quero entrar nessa discussão se movimento retiliano uniforme existe ou não. Imagine que você está no movimento, no arrodovia. E aí você chega numa cidade, você entra numa célula. E aí quando você está chegando em outra cidade, está mudando de cidade, você entra em outra célula, outra torre. Vamos colocar assim. Vamos colocar que uma torre atenderia uma cidade. Estou colocando assim de forma bem simples para você entender. E aí o seu celular, ele não tem que lhe atrapalhar para dizer que estão nos mudando de célula. O celular tem uma expertise nesse negócio tudo de fazer um sincronismo com a torre mais forte. E isso é bacana, tá? Eu vou falar sobre isso mais para frente. E aí ele tem uma autenticação nesse sistema. Esses equipamentos foram projetados com um endereço numa e-prone de 32 bits. Então todo celular tem um endereço fixo de 32 bits. Bom era assim, né? Esqueci de ver como é que está agora, eu não tenho esses 32 bits porque conforme eu já falei, o número de celulares que desacivando nossa cara já foi um número muito grande, né? Então eu imagino que já deve ter estourado esse número. 32 bits, né? Então vamos lá e eu pego e eu sincronizo esses 32 bits passando então o endereço e aí aquela torre acaba então ali dizendo para as outras torres que eu estou mais próximo ali. Então tem uma expertise por trás disso aí. O grande problema das torres, vamos imaginar o seguinte, tá? Esse desenho não está no turnbull. Por isso que é feito assim. Fala meio escrota. Vamos imaginar que eu tenho um aparelho móvel que ele opera na faixa de 811. Há 880 megahertz, tá? E as torres naturalmente têm essa frequência. Imagine duas torres próximas. Eu já falei para vocês. Uma onda de mesma frequência alcança uma outra onda de mesma frequência, só que de um outro transmissor em uma determinada região vai se formar, essa região trasejada aqui vai se formar uma região onde não se pega um sinal que seja válido o suficiente para ser reconhecido como dados. O sinal está lá, mas não dá para detectar a portadora, não dá para tipo assim saber o que está ali dentro. Aqueles dados ali dentro. Um pouco de forma assim, tá? Bem simples. Então eu afasto as torres, as antenas, só que aí vai fazer buraco entre as torres. Então as torres em uma área de uma torre tem que entrar na área de outra torre. Então formaria regiões aonde teria muita interferência. Uma torre estaria interferindo na outra. Então o que eles fizeram? Eles pensaram assim, vamos dar uma faixa de frequência para cada torre. Em vez de uma torre ter 811 até 880, vamos colocar 811 até 820. Enquanto a outra começa em 821 e vai até 830. Aí você vai dizer que o espectro reduziu. Então vou reduzir também a possibilidade de atender muitos clientes, com certeza. Mas você resolve esse problema de interferência de uma torre na outra. Eles criam um modelo de células e quem vai organizar isso? Quem? Quem? Quem? Quem? O governo. Aí para quem diz que o governo não presta para nada a não ser te roubar no garoto? Aí garoto, governo servindo, paga imposto, um terço do que você ganha. Paga feliz porque você vai ter celular à vontade. Quer dizer, você vai ter uma organização, você vai você que paga. E paga isso também. Não é algo que foi mal, cara. Desculpa, minha visão ráquida às vezes vem assim nas minhas aulas. Então a ideia é você pegar e criar células, organizar as torres e as frequências das torres, de tal forma que uma torre adjacente não interfira na outra. Que é a figura que 2.39 é o livro letra A. Beleza? Então tem as torres ali. Repare que nenhuma torre A com frequência A está adjacente à outra torre com frequência A. Então a ideia que eu estou trazendo aqui esses números, os show que estou trazendo, não está no livro do Tannibal, vamos pegar aqui e vamos ver então que os nossos, da nossa 811 até 880, sejam divididos em várias, vários espectros menores. E aí eu tenho 811 até 820, 21 até o 30, o 31 até o 40, 40 até o 50. E aí duas letrinhas B, C, D e F. E aí nós voltamos na imagem. Entendeu? Dessa forma, uma torre pode adentrar um pouco na área de outra torre sem causar interferência, tá? Aqui na figura B ocorre quando você tem um centro muito sobrecarregado de equipamentos e aí você precisa de quebrar aquela, aquela faixa frequência em, naturalmente, frequências, faixas frequências menores, ok? Para você conseguir tentar alcançar o maior número possível de dispositivos. Imagine um Iambi lá na feira, na feira de videogame, a molecada vai toda de celular. Imagina, eu não queria falar, né? Vocês sabem que eu sou do norte, eu sou daqui do sul. Imagine, eu posso falar com propriedade, eu estou aqui com você dia 17 de dezembro, estou aqui até dizendo uma data que marcou minha vida, 17 de dezembro do rodoviário do Tt. Já imaginou? Você que que você faz com o seu celular? Você liga para tua mãe e fala, oh mãe, eu estou indo, já estou embarcando, se preocupa não. Ou imagine você no dia 23 de janeiro outra data que já me marcou muito, chegando do norte, você foi, saiu até o final das aulas, você foi lá para o norte, revê sua família. Você vai chegar o quê? Ô mãe, cheguei aqui do da viagem, deu tudo certinho. Estou saindo aqui da Tt, já estou indo ali para o, para frente do shopping, de pegar um ônibus, ônibus comum aí, municipal. Então você sabe o quê? Que nesses momentos, nesses datas que eu falei, eu tenho um momento muito grande de usuários, então é comum você ter sub células dentro de uma célula grande, tá? Quebrar mais ainda. Mas naturalmente que cada vez que eu quebro, é natural que eu reduzo essa faixa de frequência, beleza? Vai atender bem? Tá, bosta, a verdade que vai ficar uma bosta. Mas pelo menos vai dar para falar alguma coisa, tá? Então você tem um trechinho da imagem do tânibus, grifei a célula que eu estou observando, é a célula b, que está ali na faixa de 821 a 830 megahertz. Se você olhar o b, a torre b, porque essa imagem aqui está bem, é assim, tumultuada, né? Vamos olhar agora, só o b assim, a pah, repare, o b não tem a monteira com nenhuma outra torre de mesma frequência. Então não há problema, então de interferência. Esse foi o primeiro problema que eles tiveram que resolver, mas é um problema físico, né? O INPS utiliza um esquema de FDM, ou seja, multiplexação por divisão de frequência, eu já eles ensinei e vamos ouvir falar muito sobre isso. Ele tem mais ou menos 832 canais em FDM, cada um consistindo em um par de canais simplex, a sincron, tá? Independentes. Quando você fala em dois simplex, para fazer um FDM, quando você deixa bem claro que são dois simplex, você deixa bem claro que os dois canais são independentes, até mesmo na trotativa do hardware, para isso, tá? E esse arranjo é conhecido como FDM de frequência. Legal. Então os 832 canais ainda estão divididos em teorias. Nesses canais tem uma grande quantidade, que são chamados de canais de controle, para tratar dados do aparelho, para que ele consiga fazer as operações dentro da célula. De localização, para você saber o quanto estou perto da célula B e o quanto estou perto da célula F. É melhor me colocar na F ou na B. Então eu tenho alguns canais para detectar localização. Canais de acesso ao ambiente e ao produto oferecido aqui, que no caso é voz, depois é dados também. Pem como a parte de envio mesmo de dados como a voz como dá. Aqui o mais correto seria colocar a voz. Ok? O canal de voz. O livro tem dados, tá? Provavelmente agora eu olhando isso é uma cagada de tradução, porque eu estou no MPS ainda e dados me traz a ideia de dados, como nós conhecemos hoje. Mas dados ali no livro é como se fosse a voz. É analógico ainda.
Voltar ao curso