Sistema de Arquivos no Linux CD, PWD, LS - Parte 9
Aula 16 · GNU/Linux para Servidores
Transcrição do áudio
É coleguinha, todo livro de Linux ou curso de Linux começa então pela navegação básica no sistema de arquivos, porque os comandos são básicos e também você aprende a navegar no sistema de arquivos. Então conforme já falamos, deixa eu inicializar aqui o tal do Color Paint, Color Paint, para desenhar para vocês. Então nós vimos que nós temos o root à raiz, certo? Por exemplo, o barra Home, o barra Home, não é isso? O barbim são todos diretórios então do sistema de arquivos, certo? Legal. O que acontece? Quando você, naturalmente, está com o Linux aberto, digamos que você navegou até a raiz, você navega com um cursor até então esse i-node, esse i-node aponta para um bloco e o bloco atendados para fazer a montagem. Então você faz essa abertura e aí ele vai para a memória principal. Então nós vimos aqui a memória principal, caramba a memória principal ficou em vermelho. Legal aí você tem a memória principal, certo? Memória principal. Então lá na memória principal, então você enxerga a lista de arquivos. Você então na verdade está trabalhando, se você olhar em dois aqui, se você olhar você está trabalhando diretamente em cima da memória, sempre da memória. Então você pode movimentar esse cursor, então você pode vir aqui movimentar esse cursor para cá, assim como você pode movimentar esse cursor para cá, assim como você poderia movimentar o cursor para um outro subdiretório, digamos que o teu não deveria ter, não deveria ter. Poderia ter lá na verdade um subdiretório chamado barra home, barra, por exemplo, user que é o usuário, não é isso? Então você teria lá um árvore, bem parecido com um árvore. Você poderia movimentar o cursor para lá, ele joga para a memória e aí você enxerga na memória. Por isso que você então pode pegar um segundo disco de computador e apontar ele para um ponto específico do sistema de arquivos, porque na verdade você está sempre trabalhando com a memória. Então o sistema de arquivos do Linux, se você olhar bem pela teoria, é na memória que ele está. Tranquilo? Muito louco cara, o Linux é muito foda mesmo. Legal. Então vamos dar uma olhada aqui em alguns comandos do mundo Linux. Então o primeiro e o mais clássico de todos é o CD. Você utiliza ele para navegar, ah desculpe, é o PWD primeiro, o CD é o mais básico, o PWD você não usa muito. Ele é utilizado para mostrar onde está o seu cursor no sistema de arquivos e aí você pode usar o comando CD ponto ponto barra para navegar. Pelo sistema de arquivos, né? Veja, eu estava em home user e fui para home. Então eu posso navegar assim CD user. E aí agora PWD eu voltei para home barra user. Ah, CD barra. E aí PWD eu fui para raiz, clear, cd barra bin. Eu fui para onde? PWD, o bin. Ah, assim então você navega e olha onde você está. No começo o aluno utiliza muito o PWD porque ele está aprendendo. Depois com o passar do tempo é um comando que meio que cai assim no limbo de sua mente porque você não vai usar ele. Você geralmente já vai navegar sabendo onde você está. Sempre assim, beleza? Bom, aqui tem como você naturalmente chamar bibliotecas do sistema. Beleza? E você consegue então utilizar comandos do sistema dentro do C++. Então você consegue também via programação saber aonde o seu programa está sendo executado. É assim que nós descobrimos aonde que o processo está sendo, na verdade, aonde está o binário responsável por um processo. Legal, tá? Ah. Bom, outro comando muito importante além do cd, do PWD, é o comando ls. O comando ls, ele é útil para nos mostrar o que tem naquele diretório. Então é quando nós listamos o diretório. Um simples ls vai trazer assim. Alguns Linux não traz em lista, alguns Linux traz em colunas assim como se fosse, por exemplo, aquelas grades do Bootstrap, traz aquela coluna. Alguns Linux vão colocar em lista, outros vão colocar em colunas. Beleza? Legal. ls traço l, ele traz uma lista com informações. O ano, tá? Aqui o número, por exemplo, de referências. Ah, não, aqui é o ano. Desculpa, desculpa, desculpa. Aqui é a data, aqui é novembro, o dia, o ano. Aqui é o número de bytes. Aqui nós temos o grupo dono, o dono e o número de referências na tabela iNode. Por exemplo, esse arquivo tem nove referências no sistema de arquivos. Então tá aqui, né? O tipo de arquivo é a primeira coluna. Certo? Seguido de nove relacionado à permissão de acesso a esse arquivo, as referências na tabela iNode, essa coluna, o dono, o grupo, o tamanho e a data de modificação. Bem como o nome do diretor e o barro arquivo. Bom, a cd ls traço l. Aqui nós temos algo interessante para ver. Em todo lino que faz isso. Esse cara é um link simbólico, já vimos os tipos de arquivo. Aqui é a permissão de acesso. Sempre o link simbólico tem permissão total. Por quê? A verificação não é feita no link simbólico, no atalho. A verificação é feita lá no arquivo, porque senão seria dúbio. Você teria permissão no link simbólico e uma permissão no arquivo. Seria dúbio e traria problema. Então deixa o link ter acesso total. Mas lá na hora de abrir o diretório ou arquivo, é feita a validação do usuário em um único lugar. E isso simplifica muito o Linux. Isso simplifica demais o Linux, coisa que no Windows não é assim. Veja que o Linux sempre é muito simples. Então repare que nem toda a distribuição vai te trazer esse negocinho bonitinho aqui. Ah, ele é desse link simbólico, ele aponta para esse lugar. Nem toda a distribuição vai fazer isso. Beleza? Caso você precisa ver de uma forma humana, H de humano, porque ele vai colocar as coisas em kbytes aqui para você. Megabytes, gigabytes. Vai ser uma coisa muito humana essa coluna aqui. Beleza? Caso você precise ver os arquivos ocultos, é o A. E aí você enxerga também os arquivos barra diretórios ocultos. Preste atenção nisso aqui. Preste atenção nisso aqui. Ponto, ponto, ponto. Beleza? Olha só. Vou exibir os diretórios ocultos, arquivos ocultos e a tabela iNode. Vamos lá. Olha só que interessante. Aqui nessa primeira coluna é o número do iNode. Ou seja, lembra que eu dei uma aula para vocês de iNodes, está aqui atrás? Vou fazer questão de voltar para vocês verem. Que eu falei disso aqui, que eu falei do iNode, que eu falei desses iNode numbers, está vendo aqui? Lembra que eu falei isso para vocês? Falei até de ter um exemplo aqui, não faço questão de voltar, cara. Pô, cara, não lembrava que estava tão longe. Mostrei esses iNode numbers aqui, como carrega seus blocos e tudo mais. Eu não mostrei? Então vamos lá. Ai, caramba, tinha aqui, ó. Eu estou tão acostumado com terminar o que eu esqueço desses detalhes. Olha, preste atenção. A raiz é o iNode 2. Vamos colocar aqui, beleza? 2. Não nos importa como é feito esse número, tá? Ele é o 2. E repare, o diretório pai da raiz é ele mesmo. Como assim? Então, no mundo Linux, para não ter um if, para falar, olha, eu naveguei até a raiz. Daqui eu não posso voltar mais. Para não ter if em todos os sistemas, todos os códigos que manipulam o sistema de arquivos, para não ter um inferno de if para tudo quanto lado, os caras fizeram a gambiarra do pai do root, seu próprio root. E aí não tem esse if. Isso não é uma gambiarra, isso é uma arte. Entenderam? Peraí, então peraí. Deixa você entender, clear. Vamos carregar na memória o barra ROM, cd barra ROM. Logo em seguida, vamos executar então o lya. Repare. Olha, tá? O barra ROM é o iNote 8194. E o pai do barra ROM é o root, olha o 2 ali. Caracas, bicho, peraí, peraí, peraí. Você tá querendo me dizer que se eu vir aqui navegar cd barra, desculpa, user, pwd, reparem. Eu tô em barra user. E agora eu venho aqui, foi maior, desculpa. E eu sou o iNote 43. E o meu pai é o 8194. Aqui. Olha ele aqui. Então quer dizer que o ponto é o diretório em que eu estou na tabela iNote. 2 pontos é o diretório anterior. O pai, vulgarmente conhecido como o pai. Bom, e aqui eu tenho os arquivos que não são nada, sim, para o sistema, são só arquivos ocultos. Que tem esses pontinhos, desculpa, acabei grifando quem não é. Eu tô vendo esses pontinhos aqui. No mundo Linux, tudo que começa com um pontinho não é exibido. Vou repetir. No mundo Linux não existe arquivo oculto. Isso é um apelido carinhoso. Porque tudo que tem pontinho não exibe por padrão. Tá lá. Você pode chamar. Mas não exibe por padrão. Então, LSE. Olha, reparem. Não exibe por padrão os pontinhos. Por causa dessa teoria. E aí a galera, percebendo isso, olha o que que os caras fizeram. Percebendo os usuários de Unix lá atrás. Percebendo que o que tem pontinho não exibe para não ficar exibindo aqui os dois pontinhos nessa lista. Como se fosse algo para o usuário, ou seja, algo do sistema. Algo do usuário. Aí os usuários começaram a colocar pontinho no nome dos arquivos para ignorar eles também na listagem comum. Não é só os programadores do Linux que faz gambiar, não. O próprio usuário com o passar do tempo começou a fazer gambiar. Por isso que não existe arquivo oculto no Linux. Arquivo oculto como um atributo não existe. No mundo Windows tem. O arquivo pode ter um atributo, na verdade ele tem, né. Um atributo que pode ser tuofal, no caso um o zero, bit. Não é byte, é bit. E que ele é oculto ou não? Aqui no mundo Linux, teoricamente, não existe esse papo de atributo com um arquivo para ser oculto. Mas a galera aprendeu que se colocar o pontinho na frente por padrão ele não exibe. E aí fica mais limpa a tela para o cara, né. Olha só o que é mais limpo. Vou colocar aqui. Isso aqui, ou isso aqui. Olha só, isso aqui é muito sujo para o usuário. Por exemplo, o usuário não tem que saber coisa do sistema, coisas internas dele, coisas internas, estou cagando. Ele não vai ficar mexendo nisso. Ele ainda deveria ficar mexendo muito nisso. Esses links, esses arquivos. O que o usuário precisa é isso aqui, olha. É isso aqui que eu grifei. Da hora, né cara. Da hora como que o ser humano consegue naturalmente fazer seus jabaculeias para usar alguma coisa, um sistema e assim vai. Quando o cara gosta e ele acha interessante, ele vai. Beleza, vamos lá. Aí nós temos cabates, dá para você ordenar ele por tamanho de arquivos. Dá para ordenar ele por extensão de arquivos. Assim como nós vamos ter um tópico só para busca de arquivos. Busca textual, busca no nome. Aqui eu já expliquei os arquivos ocultos e tudo mais. Legal. No próximo vídeo, vamos falar sobre movimentação de arquivos. Até lá, até mais. Tchau.